Análise da implantação do Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco (PCACR) em unidades de urgência e emergência
Trabalho de Conclusão de Curso
O atendimento de urgência e emergência é um dos principais desafios na área da saúde, pois exige rapidez, precisão e organização para atender pacientes em situações de risco. A alta demanda nesses serviços, associada a limitações de recursos, exige a implementação de protocolos que otimizem o fluxo de atendimento, priorizando os casos mais graves e garantindo um cuidado eficiente e humanizado. Diante desse contexto, o Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco (PCACR) foi desenvolvido para melhorar o acolhimento e a organização dos atendimentos nas unidades de saúde de Santa Catarina. O objetivo deste estudo é analisar se a implantação do PCACR foi realizada conforme exigências do Ministério da Saúde e Secretaria do Estado de Saúde. Os objetivos específicos são: observar se todas as etapas de implantação do PCACR foram cumpridas pela instituição, além de, avaliar se o enfermeiro está habilitado para realizar a classificação de risco conforme o PCACR e segue seu fluxograma. Para a realização deste estudo, foi adotada uma abordagem qualitativa, com abordagem descritiva exploratória, que envolveu a realização de entrevistas com enfermeiros classificadores das unidades de urgência e emergência onde o protocolo foi implantado. As entrevistas abordaram a experiência e a opinião dos profissionais sobre a aplicação do PCACR, considerando os principais desafios e pontos positivos observados no processo. Os resultados da pesquisa indicam que existem alguns pontos importantes a serem revisados pelas instituições a fim de atender às exigências do Ministério da Saúde (MS) e Secretaria de Estado da Saúde (SES), principalmente quando falamos das etapas de implantação, onde algumas destas foram parcialmente atendidas. Entre os principais problemas observados está a necessidade de implantação de uma Comissão Interna de Acolhimento com Classificação de Risco e o envio de indicadores conforme cronograma estabelecido pelo MS e SES. No entanto, a pesquisa também identificou que a implantação do PCACR foi positiva para a melhoria do fluxo de atendimentos das unidades de urgência e emergência, pois se trata de uma ferramenta nova que tem a finalidade de padronizar o processo de classificação de risco, portanto deve ser seguido em sua integralidade para que não interfira no resultado final e desta forma agilize os processos de atendimento de prontos-socorros, promovendo um cuidado mais humanizado e assertivo ao paciente. A efetiva aplicação do Protocolo Catarinense de Acolhimento com Classificação de Risco tem o potencial de aprimorar a resposta dos serviços de urgência e emergência, proporcionando um atendimento mais organizado, com prioridade aos casos de maior gravidade e satisfação dos usuários. No entanto, para que os benefícios do PCACR sejam alcançados plenamente, é essencial que haja adequação das unidades conforme exigências do MS e SES.